MOTHERING DAY

Mothering Day

 

“Mothering Day” é dia de homenagear alguém inigualável, insubstituível, a Mãe, única doadora de vida humana.  

Determinada na Terra para a gigantesca tarefa de formação da natureza, ela é a causa do fenômeno multiplicador que deu origem à humanidade. A mãe não pertence aos reinos da natureza, animal, vegetal ou mineral. Mãe é virtude. Ultrapassa os limites da natureza física, seu reino é divino.

Domingo (12.05), comemora-se entre nós essa data de amor, carinho, respeito e veneração às Mães brasileiras. Que elas reúnam saúde e força para suportar a sombra que as acompanham e as igualam, a irremediável preocupação com os filhos.

“Mothering Day” surgiu na Inglaterra ao final do século XVII (1601 – 1700), início da 1ª Revolução Industrial.

A pobreza estava em alta, baixa era a oferta de empregos.

Homens, mulheres e crianças eram usados como mão de obra em jornadas de trabalho de dezesseis horas, sem descanso, sem férias e recebendo péssimos salários.

Nascia assim na Inglaterra o trabalho assalariado com o espírito da Reforma Trabalhista de Temer, a relativização do valor do trabalhador e o trabalho semiescravo.

Na amargura e sofrimento que os homens criam para submeter uns aos outros surge o alerta de que todos são iguais perante a Mãe. A mãe é o imperativo de que todos nascem iguais. Todos, necessariamente, são filhos dela não havendo diferença de patrões e empregados.

A descoberta dessa verdade santa e óbvia que coloca todos os homens no mesmo plano em relação à Mãe, serviu de pretexto para a permissão de que as visitassem. Foi criado o dia de folga no exaustivo trabalho que se chamou “Mothering Day”.

Para completar a história, passados 300 anos (1932), na Era Vargas, o “Dia das Mães” foi incluído no calendário oficial e passou a fazer parte do calendário da Igreja Católica, quinze anos mais tarde (1947).

Vale a observação, o reconhecimento das Mães pelas potestades do governo oficial e religiosa se deu após se convencerem que as mulheres tinham alma como os homens e com o Dia das Mães foi instituído, também, o voto feminino pela primeira vez na história do Brasil.

Os filhos continuam sendo ingratos com as mães e praticando bobagens

O governo atual deixou de ser político laico constitucional para se tornar como pastor-político. Ele segue a tradição religiosa judaico-cristã de 25 séculos passados, o Velho Testamento. Defende que a mulher deve submissão ao homem em pleno século XXI.

Pobre mãe continuar submissa ao marido, subentende, se submeter ao filho de outra mãe como é ela. A relação se inverte a conta não fecha.

Emerson, R. W. (1803 – 1882), famoso escritor americano, se apressou em dar a explicação do problema: “Os homens são o que as mães fazem dele”. As mães são culpadas pelos erros dos filhos, segundo Emerson.

Outra realidade se encontra nas palavras do escritor brasileiro Luiz Fernando Veríssimo que afirma: “A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final”.

O relato abaixo comprova que Veríssimo está correto.

A bondosa senhora Olinda Bonturi Bolsonaro (89), veneranda mãe do Presidente da República, a quem cumprimentamos pelo Dia das Mães, durante as eleições revelou sobre o filho:

“Ele não era de falar besteira” ... “Não queria que fosse uma criança estúpida, bruta, falasse besteira. Dava comidinha na hora certa…”, contou.

Dona Olinda e grande parte dos 55% dos eleitores que votaram em seu filho não podiam imaginar que ele tomaria a decisão de alinhamento incondicional do Brasil com os Estados Unidos.

Assim sendo, é bom já ir se acostumando a falar a língua dos americanos, chamar o dia das mães de “Mothering Day” e substituir o ponto final por “talkei?”.

Happy day mothers! Talkei?